Ontem estávamos trabalhando em nossa casa, terminando de colocar o piso no 1o andar, e aí resolvi ir até o térreo para comer meu “sandubinha” e estava a observar o nosso jardim através da janelona, jardim este que se transformou num cenário de desolação graças as caixas de madeira que meu marido, ecologicamente correto , resolver empilhar para queimar na nossa lareira (“porque comprar mais madeira e abater mais arvores se a própria casa nos deu todas essas ao ser reconstruida??“), enfim, estava lá, com a cabeça perdida em decorações e afins, quando comecei a escutar um barulho que no inicio pensei que fosse Fabrizio no primeiro andar, mas rapidamente me dei conta de que algo caminhava por entre as caixas de madeira empilhadas na nossa varanda e que devia ser algo grandinho e/ou gordinho porque as madeiras estalavam bastante… parei de mastigar… o barulho foi ficando cada vez alto e perto da janela, na hora tive certeza de que era o gato da vizinha que vive assuntando por lá… quando de repente… algo pulou no vidro olhando para dentro da sala… gente, tenho mais de um grau de astigmatismo e na fração de segundos em que eu vi o animal, tive certeza de que 1) não era a gata da vizinha, 2) muito menos um cachorro, 3) era grande!!!
Pronto, decidi que era uma ratazana de proporções gigantescas e horrendas! Gritei!!! Comecei a chorar porque quem me conhece sabe o quanto tenho medo de camundongos, imaginem uma ratazana daquelas proporções!!!!???
Fabrizio desceu, saiu no jardim e me dizia: “impossivel que seja um rato“… depois de uma meia hora de crise histérica… a vizinha bate na porta… saí na janela e disse: “Dominique cuidado! tem um rato enorme que acabou de sair da minha casa e foi pra tua, vc não o viu???“. No que ela começa a rir e me diz que, não, não era um rato, é o seu coelho que cresceu e não fica mais em sua casa, resolveu debandear para a nossa, e lá ele tem vivido constantemente… não sabia onde enfiar a cara… e no meio da tarde descobrimos que ele está morando efetivamente na nossa casa… de modo que já temos um ilustre habitante dentro dela.
Nem preciso dizer que domingo vou levar cenourinha para ele e que, Fabrizio decidiu chamar o nosso coelho “adotivo” de “Ratatouille“. 
Olha o coelho Ratatouille aí… (foto tirada do celular, de qualidade ruim):
