Antes só uma observaçãozinha:
Não estou com tanta vontade de falar sobre Paris, com toda essa discussão envolvendo a morte do brasileiro em Londres, mas eu vou falar logo mais em baixo.
Tenho acompanhado parte das notícias e tenho lido opiniões e mais opiniões em alguns blogs…
Não vou entrar no “x” da questão, até porque não é o meu perfil e nem o perfil do meu blog, só, o que quero deixar registrado aqui, é que me deixa profundamente triste para não dizer “acabrunhada” e extremamente surpresa, certas opiniões de gente que até então considerava mais ou menos sensatas (porque completamente sensato ninguém o é!). Gente que tem defendido a ação dos polícias, que tem discutido muito o comportamento do rapaz descrito como “suspeito” (oras bolas, um comportamento “suspeito” pode ser muito relativo) e o fato dele ter corrido ou tropeçado, sinceramente, na minha muito humilde opinião tudo balela para “justificar” (mais) este ato insano, afinal, como explicar tal pataquada da tão temida, organizada e perfeita polícia britânica? É claro que algo tem de ser dito e defendido da parte deles para (tentar) apaziguar ânimos (por certo) mais exaltados. Abateram o pobre homem e ponto final. E nada me tira da cabeça a imagem dos seus pais.
E continuando… Paris…
Esqueçam pique-niques românticos em parques floridos com baguetes, queijos e vinhos franceses (ok, eu até havia escrito que adoraria fazer um, mas não rolou), esqueçam tardes inesquecíveis em pequenos “bristros” com “La Vie em Rose” tocando ao fundo.
Estes dois dias na capital francesa foram mais em ritmo de rock pauleira. Foi mais pra Sepultura que pra Edit Piaf, hohoho. Fizemos a mesma via sacra dos demais turistas em “Párri”: camelamos muito pra aproveitar ao máximo e mesmo assim, não deu pra fazer tudo. Faltou muita coisa pra (re)ver, sendo um ótimo motivo para uma breve volta. Enfim, dois dias são poucos, mas antes dois que nenhum, certo? O tempo não ajudou muito, mas também não atrapalhou, só fez falta um bocadinho de sol pra dar uma luminosidade mais bonita nas fotos. E resumindo, sinceramente me fez um bem danado esta pequena viagem, me revigorei pra esta semana, ainda que hoje esteja “manquitola” devido as 9 horas diárias de caminhadas pela “cidade luz”
)
Estivemos na Champs Elysées, Torre Eiffel, Champ de Mars, Trocadero, Les Invalides, l’Eglise de Saint Sulpice (quem leu o « Código Da Vinci » sabe do que estou falando), Les Jardins du Luxembourg, Sorbonne, Notre Dame, Musée d’Orsay (m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o), onde pude, além do seu acervo normal, ver uma exposição de fotografias brasileiras do início do século (muito bacana), como parte da programação do “ano brasileiro na França” (em tempo: a parte “impressionista” do museu me emocionou muito, nunca em minha vida, vi tantos Degas, Monets e Van Goghs, num mesmo espaço!), e andamos muito, muito em Saint German des Pres, no Quartier Latin, pela Ile de la Cite (= burburinho de Paris).
Como era de se esperar tudo é muito caro em Paris e por isso, evitávamos de comer em bairros badalados, mas mesmo assim nos “pegaram” e tivemos de pagar 15 euros (!!!) por duas cervejas em Saint German.
Os únicos dois “luxos” que me permiti, foram visitar no sábado, aproveitando que estávamos sempre em Saint German a loja da Natura, e de lá não saí sem um hidratante de andiroba e um sabonete liquido de maracujá, produtos que nós sabemos, não encontramos facilmente por aqui (em tempo: a loja tá uma graça e vale a pena uma visita, mas não pense que vc vai achar tudo da Natura por lá: eles estão somente com a linha Ekos, maravilhosa e que uso bastante). E no domingo, deixamos de lado os lanches habituais e almoçamos num restaraunte mais tipicamente parisiense, até porque estávamos comemorando nossas “bodas de papel”!
Foi uma pena, mas não revisitei lugares especiais como o Louvre e Montmartre, entre outros muitos, mas ficará para uma próxima, porque Paris é sempre uma festa, e sei que ela estará sempre de braços abertos a me esperar. E vive la vie!
Fotitas da viagem!