Arquivo para Julho, 2005

Era para ser um dia triste, mas acabou em comemoração!

Hoje vou tratar de um assunto que até então não havia me aprofundado muito por aqui.

Quem lê este blog, sabe que estava fazendo um estágio numa Câmara de Comércio aqui em Bruxelas. E quem vem aqui sabe que este estágio começou no final de abril e terminaria ontem, sexta-feira, dia 29 de julho. Pois é, terminaria, porque no fim das contas não terminou !! É isto mesmo, ontem era para ser meu último dia e não foi! Para a glória de Deus, meu estágio foi renovado até dezembro. E eu não seria uma cristã convicta e verdadeira, se não deixasse registrado aqui, que este foi um presente de Deus para mim, já que tanto O tenho aclamado e buscado, em espírito, em verdade e especialmente em adoração.

Vale dizer que renovando meu estágio, normalmente não poderei ir pra Itália com Fabrizio, e esta está sendo a parte mais difícil, não pela viagem em si, mas por não poder acompanhar meu marido. Ele viaja dia 06 de agosto, e eu ficarei sozinha por aqui durante 3 semanas, mas isto é o de menos, importante mesmo é trabalhar, e, aqui estou eu, pronta pro « segundo tempo » deste meu estágio. Com muita alegria e vontade de produzir !

E para comemorar esta notícia tão bacana, ontem, a minha diretora + Chiara + Coralie + eu, tomamos uma cervejinha no escritório mesmo, para brindar esta minha nova fase e a continuação do meu estágio por lá, sem medo de ser feliz !

Ps – não poderia deixar de agradecer também a responsável « terrena » (já que nos céus é Deus quem manda !), pela renovação do meu estágio : a minha querida diretora. Obrigada pelos toques, pelos puxões de orelha, pelos elogios, pela amizade que se iniciou, pela profissional que vc é, e é claro pela oportunidade de trabalhar num lugar que já tenho muito carinho. Obrigada, chefia ! :o )

“Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.”

II Coríntios, 4-15

As outras que me desculpem, mas Paris é fundamental

Antes só uma observaçãozinha:

Não estou com tanta vontade de falar sobre Paris, com toda essa discussão envolvendo a morte do brasileiro em Londres, mas eu vou falar logo mais em baixo.

Tenho acompanhado parte das notícias e tenho lido opiniões e mais opiniões em alguns blogs…

Não vou entrar no “x” da questão, até porque não é o meu perfil e nem o perfil do meu blog, só, o que quero deixar registrado aqui, é que me deixa profundamente triste para não dizer “acabrunhada” e extremamente surpresa, certas opiniões de gente que até então considerava mais ou menos sensatas (porque completamente sensato ninguém o é!). Gente que tem defendido a ação dos polícias, que tem discutido muito o comportamento do rapaz descrito como “suspeito” (oras bolas, um comportamento “suspeito” pode ser muito relativo) e o fato dele ter corrido ou tropeçado, sinceramente, na minha muito humilde opinião tudo balela para “justificar” (mais) este ato insano, afinal, como explicar tal pataquada da tão temida, organizada e perfeita polícia britânica? É claro que algo tem de ser dito e defendido da parte deles para (tentar) apaziguar ânimos (por certo) mais exaltados. Abateram o pobre homem e ponto final. E nada me tira da cabeça a imagem dos seus pais.

E continuando… Paris…

Esqueçam pique-niques românticos em parques floridos com baguetes, queijos e vinhos franceses (ok, eu até havia escrito que adoraria fazer um, mas não rolou), esqueçam tardes inesquecíveis em pequenos “bristros” com “La Vie em Rose” tocando ao fundo.

Estes dois dias na capital francesa foram mais em ritmo de rock pauleira. Foi mais pra Sepultura que pra Edit Piaf, hohoho. Fizemos a mesma via sacra dos demais turistas em “Párri”: camelamos muito pra aproveitar ao máximo e mesmo assim, não deu pra fazer tudo. Faltou muita coisa pra (re)ver, sendo um ótimo motivo para uma breve volta. Enfim, dois dias são poucos, mas antes dois que nenhum, certo? O tempo não ajudou muito, mas também não atrapalhou, só fez falta um bocadinho de sol pra dar uma luminosidade mais bonita nas fotos. E resumindo, sinceramente me fez um bem danado esta pequena viagem, me revigorei pra esta semana, ainda que hoje esteja “manquitola” devido as 9 horas diárias de caminhadas pela “cidade luz” :o )

Estivemos na Champs Elysées, Torre Eiffel, Champ de Mars, Trocadero, Les Invalides, l’Eglise de Saint Sulpice (quem leu o « Código Da Vinci » sabe do que estou falando), Les Jardins du Luxembourg, Sorbonne, Notre Dame, Musée d’Orsay (m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o), onde pude, além do seu acervo normal, ver uma exposição de fotografias brasileiras do início do século (muito bacana), como parte da programação do “ano brasileiro na França” (em tempo: a parte “impressionista” do museu me emocionou muito, nunca em minha vida, vi tantos Degas, Monets e Van Goghs, num mesmo espaço!), e andamos muito, muito em Saint German des Pres, no Quartier Latin, pela Ile de la Cite (= burburinho de Paris).

Como era de se esperar tudo é muito caro em Paris e por isso, evitávamos de comer em bairros badalados, mas mesmo assim nos “pegaram” e tivemos de pagar 15 euros (!!!) por duas cervejas em Saint German.

Os únicos dois “luxos” que me permiti, foram visitar no sábado, aproveitando que estávamos sempre em Saint German a loja da Natura, e de lá não saí sem um hidratante de andiroba e um sabonete liquido de maracujá, produtos que nós sabemos, não encontramos facilmente por aqui (em tempo: a loja tá uma graça e vale a pena uma visita, mas não pense que vc vai achar tudo da Natura por lá: eles estão somente com a linha Ekos, maravilhosa e que uso bastante). E no domingo, deixamos de lado os lanches habituais e almoçamos num restaraunte mais tipicamente parisiense, até porque estávamos comemorando nossas “bodas de papel”!

Foi uma pena, mas não revisitei lugares especiais como o Louvre e Montmartre, entre outros muitos, mas ficará para uma próxima, porque Paris é sempre uma festa, e sei que ela estará sempre de braços abertos a me esperar. E vive la vie!

Fotitas da viagem!

Aaaahhhh "Párriiii", ma chérie!!!

Acordei tarde hoje. Ontem foi feriado aqui na Bélgica e hoje emendamos! Legal, né?

Bom, estou escrevendo aqui, e depois vou dar uma geralzinha no apê e arrumar as malas, ops, as mochilas, porque estamos indo pra Paris, hoje a noite. Este é o meu último presente de aniversário, e veio do meu marido, claro. Na verdade este final de semana lá, em “Párri”, está sendo um misto de presente de aniversário e de casamento, já que justamente no domingo, 24/07, completaremos “bodas de papel” (= 1 ano!), hohoho! Ok, ok, ok, o presente é beeeeem mais pra mim que pra ele, porque Fabrizio, vocês devem saber, d-e-t-e-s-t-a “Párri”!

Esta viagem, estávamos em negociação havia mais ou menos um mês, e era pra ela ter começado ontem, no feriado, e o destino seria a região da Provence (sempre na França) com toda a sua lavanda (um outro sonho meu, junto com tulipas holandesas e girassóis italianos). Mas infelizmente, a chefia do Fabrizio não liberou, e a Provence ficará para uma outra oportunidade.

Então pra onde ir em apenas dois dias?? “Párri”, ma chérie! :o )

E Paris, aqui vamos nós!

Estive em Paris, há exatos 7 anos atrás, quando completei 22 anos e ganhei de tia e primos um “parabéns à você” no segundo andar da torre Eiffel, quando nem sonhava em conhecer Fabrizio e nem imaginava uma vida por aqui. Foi lindo, emocionante, e desde então, sonho com uma volta que acontecerá hoje a noite!

O programa? Nada muito definido, mas o de sempre: camelar muito pra aproveitar ao máximo, algum museu bacana (escolha difícil), Torre Eiffel a noite para ver o espetáculo de luzes, muita baguete com queijo e vinho em praças maravilhosas e floridas, enfim, tentar fazer tudo em 48 horas. Impossível… aliás um ótimo pretexto para uma 3a, 4a, 5a, 6a, … volta à “Párri”. Afinal, Paris merece uma vida toda para ser visitada, e eu apenas estou começando a “odisséia”.

Até a volta, com muitas fotos!

Então…

Foi tão legal meu aniversário!
Recebi tanto carinho em forma de emails, telefonemas, cartões virtuais e reais, comments no blog, mensagens de orkut, presentinhos e é claro, pessoalmente. Obrigada a todos vcs que me homenagearam de uma forma ou de outra.
Como havia dito, no sábado, estivemos reunidos num barzinho brasileiro aqui de Bruxelas, para comemorar esta data querida. Éramos 13 pessoas: amigos que fiz no escritório de advocacia onde está sediada a Câmara de Comércio onde estou estagiando, amigos da própria Câmara, da escola de francês e parte da família (cunhada e sobrinha). Fiquei realmente feliz por ter conseguido reunir toda a galera que havia convidado, menos Julia e Gérard que estavam viajando… enfim, uma noite especial, porque o dia era especial!
Aliás este meu aniversário em nada lembrou o do ano passado, quando havia chegado há apenas alguns dias por aqui, e, os meus convidados se resumiam ao Fabrizio, a minha cunhada e aos nossos sobrinhos, não que ele não tenha sido bacana também, até porque eu sou fã de comemorações mais íntimas, mas o deste ano, só veio a confirmar de que estou cada vez mais integrada a Bélgica e as pessoas da Bélgica :o )
Bem, as fotos estão aqui e vocês verão que éramos em 13 pessoas, mas com animação de 30!!

Ah! Depois eu volto, porque estou com vários assuntinhos pendentes: Show da Daniela Mercury, viagem à Paris neste final de semana, fim do meu estágio na Câmara, férias na Itália, etc…

Inté!

Hoje, eu posso tudo

Olha aí o nosso café da manhã. Especial, porque hoje é um dia especial… Fabrizio chegou com os croissants, as velinhas e as florezinhas da foto, cantando “parabéns à você” em português e italiano, tudo junto. Lindo! :o )
Sim, há 29 anos, 16 de julho de 1976, às 10 horas da manhã na Santa Casa de Londrina, eu chegava à este mundão de Deus e graças a Ele, posso dizer que sou feliz!


E, mais a noite, haverá uma pequena reunião num barzinho brasileiro com amigos que fiz por aqui, estarei comemorando não somente meu aniversário, mas meu primeiro ano de Bélgica e a esta minha nova fase de vida ao lado de Fabrizio.
Agora, me dêem licença que tenho de aproveitar mais este 16 de julho, afinal, 29 anos é só uma vez na vida!

Pois é, aconteceu de novo. Não foi surpresa pra mim, e creio que para a maioria das pessoas também não.
Vou me abster de colocar links para as milhares de reportagens e de falar mais profundamente sobre o caso, porque se você está aqui, lendo estas minhas humildes impressões, é porque você tem acesso à internet e provavelmente já deve ter lido e visto parte do que foi publicado na rede.
Quero apenas dividir aqui,um medo que pairou sobre minha cabeça hoje, pode ser tudo infundado, loucuras de uma caipira que acabou de desembarcar nesta bandas e que ainda encara tudo como uma grande aventura com olhos de criança , mas a verdade é que se de repente, Bruxelas, como capital européia fosse alvo de algo parecido, certamente eu seria uma das primeiras a “voar longe”, porque moro praticamente na esquina do Conselho Europeu, e a estação de metro/trem pela qual passos todos os dias, é justamente aquela que serve a quase todos os edifícios administrativos da União Européia. E o parque onde caminho todos os dias, que fica numa outra esquina, é onde está a mesquita sede da Liga Islâmica da Bélgica. Legal, né? Os dois opostos, e a nossa casinha no meio!
Entenderam o porque do meu “aperreio”? Tenho ou não tenho razão? Acho melhor rezar mais… aliás cadê minha Bíblia? :o )
Ah! Bom final de semana!

Um ano hoje!

“Se chorei ou se sorri, importante é que emoções eu vivi…” (e tenho vivido!)


Exatamente hoje, em 2004, desembarquei na Bélgica com duas malas e muitos sonhos. Nas malas, trazia algumas roupas, alguns cds, livros do coração, cartas e bilhetes de queridos, muitas fotos. Nos meus sonhos a certeza de que tinha tomado a melhor decisão. Mas como era de se esperar, havia também o coração dolorido de tantas emoções sentidas, de tanto carinho recebido, de tantas despedidas, de muito tudo!
No dia 04 de julho de 2004, decidi não mais sentir saudades do Fabrizio para começar a sentir saudades de tudo que havia deixado no Brasil, e não me arrependo.
Fácil não foi, como continua não sendo, mas hoje ainda “bebê” por aqui, e descobrir a cada dia um novo mundo, novas nuances de uma vida e que tudo isto têm contribuído para o meu crescimento, não me deixam dúvidas de que estou feliz, ou de que pelo menos estou caminhando para ela. Junto com Fabrizio.
E viva este primeiro ano de vida na Bélgica!
Celebrando especialmente hoje esta nova fase e todas as coisas boas e experiências que ela tem me proporcionado.
E que este meu primeiro aniversário continue sendo somente o início de belas palavras que escreverei no livro mais emocionante de todos: o da minha própria história!


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