Arquivo para Novembro, 2004

Sottile News!

Post em forma de jornal, com as boas novas (ou nem tão novas assim!). Post bem escrito e melhor elaborado, fica para a próxima.

  • Já aconteceu há um tempinho atrás, mas fiquei muito feliz (fez um bem danado pro meu ego, devo dizer)!! Uma foto minha, publicada em meu fotolog, foi parar na página “informanziani.it”, um dos sites mais consultados em sua categoria, segundo dados do Google, informou minha amiga e responsável pela inclusão da foto, Julie. Hoje visitei o site novamente e infelizmente ela não está mais lá pra vcs verem, mas fica aqui o registro da página com a minha foto.

  • Estive visitando com Fabrizio uma “cidadezinha” bem típica, digamos assim, Bouillon se chama… a conhecemos no dia da festa da caça, e enquanto a visitávamos, caçadores voltavam da caça com seus animais abatidos (é período de caça por aqui), orgulhosos, e tocando trombetas (ou seja lá o que for), meio bizarro para os meus olhos, mas não deixava de ser diferente… menos mal que não tinha nenhum ativista da WWF, por lá!

  • E foi em Bouillon, neste mesmo dia tbm, que aproveitamos para conhecer mais um Castelo da Bélgica, o castelo de Bouillon, lindo, completamente diferente dos que eu já havia visitado: o mais antigo até agora e super medieval, em todos os aspectos, com direito a falcões, águias e corujas adestradas dentro dele!! Conhecer a sala de tortura, foi algo arrepiante! (fotos deste Castelo estão no álbum “Castelos da Bélgica”, dentro da minha página do Multiply – link aí ao lado no menu do blog)
  • Da minha parte, já posso revelar quem eu tirei no amigo secreto do Síndrome de Estocolmo… foi a Ana, que está na Finlândia (uma surpresa bem bacana pra mim – até o moço do correio riu qdo viu que a caixa ia para um lugar tão diferente!), e enviei à ela uma caneca do Snoopy (querem ver? Dêem um pulinho no blog dela, linkado bem aqui ao lado!)
  • Estivemos tbm perto de Mons (Cuesmes), visitando a casa onde Van Gogh viveu por um ano, apesar de não ser muito conhecida, nem visitada (imagino que tem gente que até se decepciona, esperando mais do local), foi emocionante, pois foi ali, segundo a senhora que cuida da casa nos disse, que Van Gogh começou a sentir vontade de se desenvolver cada vez mais para a arte… o local é bucólico, e com o inverno, tem um aspecto triste… mas pelo menos pra mim, valeu a visita! Ah, podemos comprar ali posters de suas reproduções que vêm do Museu Van Gogh de Amsterdan, mais em conta, o que não deixa de ser interessante, mas eu me contentei com um postalzinho com o carimbo de que eu estive na casa, por 0.50 euros.

  • Graças a um site, estou podendo ler livros em português, ai que delícia… comecei a ler “As Boas Mulheres da China”, e o “Código da Vinci”, já está na fila! Uhú!!
  • Coloquei novos links de novos amigos que tenho feito através do blog… Estão no menu ao lado, e outros mais estão chegando. Oba! Sejam todos muuuuito bem-vindos!
  • E por último, esclarecendo sobre o post anterior: eu tbm não vi “Sob o Sol da Toscana”, mas tenho o livro que originou o filme, que está no Brasil. O livro, pelo menos eu gostei… E qto as fotos do casamento, nós ainda não as temos prontas e finalizadas, por isso que ainda não organizei um álbum… estas, esporádicas, que coloco aqui ou ali, são fotos dos paparazzi que não nos deixavam em paz! :-)

Um email e uma constatação

O email, recebido ontem, enviado pela minha prima Liliam:

…”Já viu “Sob o sol da Toscana”? Assisti com vários amigos. É lindo! No final, acontece um casamento lindo lindo, e uma das amigas solta: – Imagina vc ser convidada pra um casamento desses naToscana? – Eu estufei o peito e disse que minha prima tinha acabado de se casar na Toscana. E que tinha sido realmente fantástico!”…

A constatação:

Sim, eu e Fabrizio nos casamos na Toscana!! E foi fantástico! :o )

Seria cômico, se não fosse trágico

  1. Hoje fui fazer minha reinscrição pro francês na ULB, fiquei feliz da vida ao descobrir que o nível 3 (o meu) já é considerado “médio”, e não mais “iniciante”. Legal! Mas pra chegar até lá, enfreitei metrôs lotados, pois hoje foi “pseudo-greve” de transportes aqui em Bruxelas. Até poderia ter sido tranquilo, não fosse pelo odor reinante de “cecê” (ou “suvaco”, como preferir), dentro dos trens…
  2. Me colocaram pra recepcionar, junto com uma outra mocinha, os convidados pro Concerto de Homenagem à Puccini (segunda-feira – 15/11), no Palácio de Belas Artes. Uma bela festa organizada pela e para a comunidade italiana daqui. Seria bacana (afinal eu fazia muito disso enquanto trabalhava no Marista), se não fosse por um único detalhe: je ne parle pas français! Nem flamingo… hehehe… mas eu vou… sou cara de pau! Quem sabe da próxima vez eles não me chamam!
  3. Andei lendo sobre “mudanças de estação”, onde a pessoa lava, guarda e etiqueta roupas de verão e tira fora todas as de inverno… andei pensando: como poderia fazer a minha mudança de estação se não tenho nada de verão pra encaixotar, muito menos nada de inverno pra tirar… coisas de recém-chegada às “Zoropa”.
  4. Ultimamente, ando me sentindo como um personagem de Botero (cheinha, cheinha), mas fala aí, a Monalisa cheinha dele não é muito mais simpática do que a Monalisa do da Vinci?

Então é melhor pensar que a minha versão cheinha é mais simpática que a minha versão light… mas mesmo assim prefiro minha versão light, e é pra ela que quero voltar muito em breve!

Parece que foi ontem… e foi mesmo!

Exatamente hoje, 4 meses de Bruxelas! 4 meses de uma nova fase de vida, de um novo horizonte…

Muitas águas rolaram… muitas lágrimas caíram (e ainda estão caindo), muitas novas descobertas, algumas decepções e muitas alegrias.

Nesses 4 meses, depois de partir em prantos ao deixar tantas pessoas e coisas que amo: mãe, família, amigos, trabalho, meus livros, meus cds, meu quarto, meu apartamento, me “despi” de tudo e todos para poder fazer com certa tranquilidade essa mudança e cheguei…

Cheguei e me casei aqui na Bélgica, me casei na Itália (sempre com Fabrizio, tá? :o ), recebi 8 pessoas da minha família para o casamento, revolucionamos a pequena Casabasciana, recebi minha mãe , e em prantos nos despedimos 40 dias depois, emagreci, engordei ( e agora tô tentando emagrecer de novo), estou exercitando o meu lado “Polyanna”, o meu lado “Dalai Lama”, o meu lado “Jesus Cristo”, ou qualquer outro personagem do bem, mas nem sempre é tão fácil… estou terminando o nível 2 do francês, comecei a caminhar (mas a cada dia está mais difícil persistir), consegui fazer uma amizade no curso, estou começando a fazer programinhas sociais, “ajeitei” meu curriculum em francês e inglês, pois tô querendo muito “trampá”, o que garantiria uma certa liberdade, pois a cada dia descubro que não tenho a mínima vocação pra não fazer nada, e isso me incomoda profundamente.

A frase que mais tenho dito por aqui ultimamente é: “não é fácil…” (a digo tbm em italiano, francês e inglês, dependendo da nacionalidade da pessoa com quem falo) quando me perguntam sobre as dificuldades de mudar de país e especialmente das diferenças entre Brasil e Bélgica. Eles concordam comigo e dizem que jamais trocariam o Brasil pela Bélgica… e eu quase posso entendê-los o porque… mas ainda não totalmente!

Nesses 4 meses tbm aprendi o valor da minha própria companhia… sou a minha melhor amiga, sabe? Não existe pessoa mais bacana neste mundo que eu mesma, aprendi a fazer programas sozinha, aprendi a escolher minhas próprias coisas, sem depender da opinião de uma segunda pessoa, já que aqui é difícil de desenvolver uma amizade (com excessão da minha amiga argentina)… isso pode parecer triste para alguns, mas não é não, aprender a conviver com vc mesmo pode ser um grande barato.

Já detestei estar aqui, mas na maioria das vezes eu adoro… pq aconteça o que acontecer durante o dia, a noite, finalmente depois de 2 anos de indas e vindas, tenho Fabrizio ao meu lado, agora podemos fazer tudo o que quisermos juntos, não existem momentos mais felizes que acompanhá-lo ao cinema, que fazer pequenos passeios juntos, que viajarmos e voltarmos pro nosso apartamento, sem mais despedidas e encontros de 6 em 6 meses… e isso pode compensar todas as coisas no momento… pq qdo estávamos longe, tbm sabia das dificuldades de estarmos separados, e por isso sofria… enfim, jamais estaremos completamente felizes, então estou aproveitando as coisas boas de estar aqui, como aproveitava as coisas boas qdo estava no Brasil… e dava o devido valor a cada uma delas… então “vamo que vamo, né?”

E vive la vie en Belgique!

ps: algumas pessoas novas andaram me visitando por aqui, mas por algum motivo, perdi os dados dos comments, de modo que não posso retornar as visitas… desculpa aí, tá? :o )


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